Fora da frigideira, para cair no fogo. Enquanto se desenrola o processo de agressão sexual contra Dominique Strauss-Kahn, outro caso contra ele surgiu na França. Tristane Banon, amiga da filha de Strauss-Kahn e afilhada de sua segunda esposa, está registrando contra ele uma queixa de tentativa de estupro.

Strauss-Kahn quer que o colapso do caso de Nova York desacredite Banon. Em uma declaração de seus advogados, ele “aponta que essa queixa chegou de maneira muito conveniente, bem no momento em que não existe mais a menor dúvida sobre a falsa natureza das acusações contra ele nos Estados Unidos”.

Mas isso não é verdade. A falsidade das acusações em Nova York permanecem em dúvida. E o caso de Banon é um assunto separado. A acusadora de Nova York falhou em testes de corroboração. Banon vai passar pelos mesmos testes, com a possibilidade de resultados diferentes. Suas alegações poderão ser confirmadas? Vamos investigá-las.

Banon alega que, em fevereiro de 2003, quando ela estava com 23 anos, entrevistou Strauss-Kahn para um livro. Mais tarde, ele a telefonou e pediu que o encontrasse em um endereço em Paris, para uma entrevista de prosseguimento. O endereço acabou sendo de um apartamento. Lá, ele a tocou e tornou-se cada vez mais físico. Ela resistiu. Em um programa de TV, quatro anos atrás, segundo uma tradução do Telegraph, ela disse que o encontro "terminou muito, muito violentamente porque eu disse claramente a ele. ...

Nós não apenas nos estapeamos. ... Eu chutei, e ele abriu meu sutiã, e tentou abrir a minha calça“. A Agence France Presse traduz seu relato de maneira diferente: ”Eu disse claramente a ele 'Não, Não!' – e nós terminamos brigando no chão. Não foram apenas um ou dois golpes. Eu o chutei, e ele tentou abrir meu sutiã, tentou abrir minha calça“. Em uma entrevista que acaba de ser publicada no L’Express, Banon descreve: ”seus dedos na minha boca, suas mãos nas minhas calças. ... (Ele) agarrou minha mão e meu braço, e eu pedi que ele me largasse. ... Ele me puxou em sua direção, nós caímos e lutamos no chão por vários minutos. ... Ele era violento. Quando percebi que ele realmente queria me estuprar, comecei a chutá-lo com minhas botas. Estava apavorada e lhe disse: 'Você não vai me estuprar?' E então eu dei um jeito de me livrar e corri escada abaixo. ..".

Banon diz que tentou parar Strauss-Kahn, lembrando-o que sua idade é parecida com a de sua filha. Ela diz que ele respondeu: “O que Camille tem a ver com isso?” Em sua biografia autorizada, publicada quatro meses atrás, Strauss-Kahn comenta, sobre as alegações de Banon, "A cena que ela descreve é imaginária.